Competitivo, eu!? Veja aqui nesse artigo se você possui esse tipo de atitude.

Tempo de leitura: 10 minutos

Há diversas maneiras de vermos um determinado ponto. Por exemplo: ser competitivo faz bem ou faz mal? A resposta é sim e não. Ou, na melhor das hipóteses, depende de como você irá se portar em relação a essa questão.

Não entendeu? Então, vamos lá.

Primeiramente, temos que ter ciência de que vivemos em um mundo altamente competitivo no ambiente de trabalho, onde, de uma forma ou de outra, cada um quer mostrar o seu melhor. O que é até natural, afinal, quem não que uma posição, cargo ou vaga melhor do que tem atualmente?

Nesse ponto, a competitividade, em si, possui um lado positivo.

Porém, existe um agravante, que é quando a competitividade se torna o único incentivo possível entre uma equipe numa empresa. Ser competitivo passa a ser uma obsessão perigosa, com cada um querendo se “mostrar” mais, e até prejudicando, intencionalmente ou não, o colega de trabalho.

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Por que ser competitivo demais é ruim?

Pode perceber: alguém que é muito competitivo tende a ser bastante inseguro nas suas decisões (porque não tem certeza de que está fazendo melhor do que outro), possui baixa autoestima (afinal, nem sempre dá pra fazer algo melhor do que os demais), e, consequentemente, também tem problemas de autoconfiança.

As vantagens de uma competição saudável são justamente de se superar e conquistar um objetivo almejado. A partir do momento em que há uma disputa apenas provar ser melhor do que alguém, esse tipo de pessoa precisa se autoafirmar o tempo todo, o que pode comprometer toda uma equipe.

A questão é tão séria que existem até mesmo estudos relacionados a isso, como mostra a reportagem aqui. Mas, qual a origem disso? Muitas, pra dizer a verdade.

Primeiro, são pessoas que, muito provavelmente, foram extremamente cobradas quando crianças, levando essa tendência para a vida adulta. Tipo: nessa fase, os seus pais faziam constantes comparações com os melhores alunos da sala de aula, e por aí vai. Obviamente, que a pessoa tende a crescer com certa insegurança.

Daí vem esse sentimento eterno de competitividade, até onde não precisa haver disputa alguma. São pessoas que criaram dentro de si um sentimento exagerado de perfeccionismo, com um quê de ambição nociva.

Mas, como superar essa “necessidade” tão inerente para algumas pessoas?

A seguir, algumas dicas.

 

  • Tente não fazer comparações com ninguém

Essa daqui é a questão básica que move todo e qualquer senso competitivo. Há sempre uma comparação a ser feita, seja com o funcionário do mês, seja com o chefe que possui o carro do ano. Porém, é necessário entender que cada pessoa é única, é singular, e todas têm as suas características próprias.

Ninguém é (ou precisa ser) igual.

A partir do momento em que sente essa “necessidade” de se comparar a outras pessoas, você está se autosabotando, anulando as suas próprias qualidades e singularidades. O foco precisa ser aquilo que você é, de fato, e o que pretende ser, baseado em você mesmo.

De uma coisa tenha certeza: mesmo que não ache, muitas pessoas admiram você, e gostariam de ser como você é. Basta reconhecer as suas próprias qualidades, e evoluir a partir delas.

 

  • Admita que você é imperfeito

Sim, pode parecer meio difícil, mas, assim como qualquer outra pessoa, você também tem defeitos. E, assim como as qualidades, é preciso reconhecer as suas falhas, reconhecer, enfim, que você é imperfeito.

Evidentemente que não se trata de se vitimizar, de achar que é a pior pessoa do mundo, ou outra coisa do tipo. Nada disso. Trata-se apenas de você ter um profundo e amadurecido autoconhecimento para evitar, acima de tudo, frustrações quando algo não dá certo.

Portanto, seja competitivo na medida certa, mas, também seja consciente de suas limitações.

 

  • Trabalhe a sua autoestima ao máximo

Para evitar ser competitivo de maneira nociva, nada melhor do que aperfeiçoar a sua autoestima. Porém, calma. Não estamos falando em ser arrogante. Não é isso. Trata-se de gostar que você é, e se sentir satisfeito com isso, mesmo tendo em mente que você não é perfeito, e que necessita melhorar.

Quando você se valoriza, você parar de ficar competindo eternamente com outras pessoas.

E, como trabalhar essa autoestima?

Nada muito complicado.

Apenas se enxergue como você é, de fato. Analise os seus defeitos, e, principalmente, qualidades. A autoestima tem a ver com autoaceitação, e se você não se aceita, vai sempre estar competindo com os outros, por achar que não é capaz de “chegar lá”.

 

E, você, empreendedor, como evitar a competitividade tóxica em seus negócios?

Uma das maiores dificuldades para o empreendedor atual, acredite, é lidar com o clima de competitividade em sua equipe. Isso porque é o tipo de ambiente onde qualquer atrito desnecessário pode gerar falta de produtividade, causando prejuízos à empresa.

É necessário que, pra criar um ambiente saudável na equipe, o gestor tenha conhecimento a respeito do que é competitividade. Assim, ele pode estimular os demais a “comprarem” a ideologia da empresa, evitando, assim, disputas internas completamente desnecessárias.

Mas, como evitar isso na prática?

Seguem algumas dicas.

 

  • Criação de metas e recompensas para a equipe

Aqui, temos um tipo de ferramenta que serve basicamente como estímulo. E, esse estímulo tende a causar um clima de competitividade entre a equipe, só que de maneira mais saudável, pois, todos trabalham por um bem em comum.

No entanto, é preciso ficar atento para não estabelecer metas impossíveis de conseguir. Elas precisam estar alinhadas com as limitações da equipe e da própria empresa. As metas precisam ser, em suma, realistas.

Junto às metas, outro incentivo que pode ser dado são as recompensas para quem atingir tal meta. Isso, com certeza, vai impulsionar a equipe a sair da zona de conforto dela, e buscar fazer algo a mais.

Porém, tanto as metas quanto as recompensas precisam ser vigiadas por um gestor direto, afim, obviamente, de evitar alguém ser competitivo de maneira nociva para a equipe. Com tudo isso alinhado, todos terão oportunidade de crescer dentro da empresa.

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  • A alternativa da “gamificação” empresarial

Pra quem é habituado no universo dos games, com certeza, já ouviu o termo “gamificação”. No meio empresarial, esse conceito é bem simples. Trata-se de fazer com que a produtividade aumente fazendo com que os membros da equipe ganhem uma espécie de “pontuação” através de jogos. E, essa pontuação vai sendo adquirida à medida que as metas forem sendo alcançadas.

Elogios também são bem-vindos como forma de pontuação, além de aumentarem a sociabilidade dentro da empresa, e evitando mais um clima competitivo predatório.

Senso de liderança e integração entre funcionários também são outros benefícios que a “gamificação” oferece.

 

  • Inovação sempre

Por que a inovação é importante dentro de uma empresa, e isso gera um ambiente competitivo mais saudável? Simples: produtos, serviços ou simplesmente metodologias novas estimulam uma mudança cultural, e, consequentemente a busca por conhecimento.

Com uma inovação dentro dessa ambiente, a probabilidade de haver cooperação entre os funcionários é alta, gerando, assim, uma competitividade que não seja nociva, e que ajude a todos a entenderem e praticarem melhor essas inovações.

 

E, você, funcionário, como evitar pessoas no seu trabalho com competitividade tóxica?

Certamente muitos não têm uma obsessão patológica em ser competitivo, mas, é quase certeza de que a maioria possui algum conhecido (ou conhecidos) no trabalho que tenham essa postura.

Mas, então, como evitá-los?

Veja também: como melhorar o marketing de conteúdo da sua empresa

  • Esteja sempre em dia com as suas capacidades técnicas

Caso você tenha pleno conhecimento de suas atividades e domine o seu trabalho quase à perfeição, não precisa se preocupar com a competitividade de terceiros. Lembre-se: sempre tem alguém de olho na empresa em relação a tudo o que acontece. Se você fizer o correto, sempre com excelência técnica, não há competição que lhe derrube.

Uma boa dica é ficar constantemente atualizado a respeito de novas tendências relacionadas ao seu serviço.

 

  • Tenha uma capacidade emocional forte

A capacidade emocional consiste em você manter sempre o equilíbrio diante de alguém imensamente competitivo. E, isso significa não se intimidar facilmente diante de alguém que, porventura, quer “derrubá-lo” na empresa.

Lembre-se da dica anterior: sempre tem alguém que fica de olhos nos mínimos detalhes do que ocorre dentro de uma empresa. Nada, portanto, passa despercebido.

 

  • Foco sempre, custe o que custe

A regra de ouro é estar, em um serviço, sempre foco em você, no seu trabalho. Lembra-se das dicas dadas no início do texto para ser menos competitivo? Pois bem, retornando a uma dessas dicas agora, não se compare ao colega de trabalho, principalmente, aos seus resultados.

A grande preocupação precisa ser com os seus resultados, focando-se nos seus objetivos, sem comparações com A ou B.

 

  • Alianças, sim, conchavos, jamais

Construir boas relações com os colegas de trabalho, a ponto deles pedirem ajuda a você, e você a eles é bastante natural. É algo saudável, que deve existir nesse tipo de ambiente.

Porém, cuidado com alianças demais. Nem todo mundo pode estar do seu lado, efetivamente. O ideal, neste caso, é procurar identificar quem pode e quem não pode ocupar o seu cargo, e procurar não se aproximar tanto, sempre da maneira mais natural e cortês possível.

E, claro, dentro desse coleguismo no ambiente de trabalho, cuidado com os conchavos. Regras existem na empresa, e precisam ser cumpridas, sem essa questão de politicagem pra lá, e politicagem pra cá.

 

Conclusão

Ser competitivo não é ruim. Vai depender de como você vai lidar com isso. Se de maneira obsessiva, ou de maneira natural, como um incentivo para o seu crescimento profissional. Se, no papel de gestor, vai deixar as intrigas rolarem soltas, ou se vai promover um clima de equipe. E, se vai deixar anular pela competitividade dos outros, ou vai evitar esse tipo de pessoa tóxica.

Tudo tem o seu ponto positivo e negativo. Use, portanto, a competitividade de maneira madura, e sem querer derrubar ninguém, que você, com certeza, vai longe.

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